29 janeiro 2012

Louvor a uma grande Senhora que se reformou

Por ocasião da passagem à reforma da Directora de Serviços, foi-me pedido que escrevesse "algo engraçado" para lhe darmos num jantar de despedida.  Foi uma referência para nós ao longo dos anos em que privámos não só pela sua experiência de vida mas,  sobretudo, pelos seus conhecimentos gramaticais da língua portuguesa que incessante procurava aperfeiçoar. Com base nestas características  "a coisa" saíu-me assim: 


LOUVOR

QUER todo o Departamento, louvar a Senhora X, sem reticências, por ter acrescentado às nossas existências bastantes predicados que nos fizeram medrar enquanto funcionários e seres humanos, ponto final. É pois com um desmedido ponto de exclamação e uma pitada já de saudade que proferimos:
Obrigado!

Obrigado por ter colocado à nossa disposição um enorme prontuário de saberes, não só gramaticais e, com sua erudição, nos ter prevenido para os pontos e vírgulas desta vida que por vezes, e de acordo com conjunções que nos sobrepujavam, surgiam sem abrir qualquer tipo de parênteses.
 
Cientes de que uns quantos complementos circunstanciais nos fizeram arrepiar caminho e divergir até de algumas das suas interjeições adverbiais de modo, tudo fizemos para honrar com os nossos adjectivos qualificativos, mesmo de inferioridade, as funções que nos tinha confiado para chegarmos ao elevado grau de satisfação de dever cumprido.

Consideramos que nunca foi agente de uma voz passiva, muito pelo contrário, foi sempre uma voz activa mas sempre cumpridora das regras gerais da concordância, de modo a que não permanecêssemos inflexivamente intransitivos de forma reflexa, parados numa conjuntura a observar tempos passados, erradamente conjugados.

Não sendo necessário abrir aspas, para transcrever a tónica principal que mais a caracteriza, pensamos que em ciência e em consciência sempre fez o que estava ao seu alcance para todos os seus sujeitos subordinados concordarem com os seus esdrúxulos predicados.

Considerando que, após ter colocado um ponto final na sua proparoxítona carreira, continua ainda a guardar a sua fé, fazemos votos para que o Senhor ouça as suas orações subordinadas, que lhe assista em todos os complementos circunstanciais da sua nova vida e lhe traga tudo aquilo que mais deseja.
Lisboa 19 Dezembro de 2011

23 janeiro 2012

O eterno problema da articulação verbal do Jesus

A complexidade da articulação verbal do Jorge Jesus agora já nem é “traduzida” para português corrente quando transcrevem as suas dissertações. Já devem estar cansados e vai daí decidiram escrever como ele verbalizou e prontos.




In Record online um dia destes

22 janeiro 2012

A plebe também sabe fazer contas!

O Antifalsidades descobriu que este ano os seus subsídios de férias e Natal também não vão dar... para as despesas!

21 janeiro 2012

Dedicado a todos os que têm responsabilidades politicas e falam demais

A propósito de reformas  que não chegam para as despesas e outros assuntos assim, o Antifalsidades quer aqui deixar uma sugestão a todos os acessores dos políticos. 
A regra é muito simples e pertence ao grande pai do Tambor:
"Se não conseguem ter nada de interessante para dizer então não digam nada"!

19 janeiro 2012

16 janeiro 2012

Afinal já há pasteis de nata na China!

O Antifalsidades não queria afundar mais a já débil situação financeira mas tenho uma má notícia para a nossa economia. Aquela sugestão da exportação dos pastéis de nata? Lembram-se? Esqueçam! Os chineses já lá têm a receita.
“E como é que o Antifalsidades sabe isso”, perguntarão os leitores? Porque fotografou os ditos pastéis na China em 2008 e já não se lembrava. Ao vasculhar as centenas de fotografias tiradas encontrou esta preciosidade.
Não sei bem a história de como lá terá chegado a receita mas de certeza que um nosso antepassado terá privatizado a mesma e os chineses compraram!

Alguém tenha a fineza de avisar o Sr. Ministro Álvaro desta situação que eu não tenho o contacto dele. Ah! E já agora, para que não apareça mais uma medida de austeridade para compensar o falhanço deste  negócio, relembrem-lhe que ainda temos a baba de camelo…


14 janeiro 2012

Weekend private horror videos!



The cossack, the templar and a man in black!
Coming soon in a private video near you. Yes, coming soon!

13 janeiro 2012

The Portuguese "pitéus" will rule the world

O nosso digníssimo ministro da economia sugeriu que se fizessem franchisings para que os nossos produtos fossem conhecidos no estrangeiro e deu como exemplo o pastel de nata.
Eu concordo plenamente, o problema é que muitos dos nossos acepipes têm designações pouco apelativas; pipis, tripas à moda do porto, pezinhos de coentrada, espetada à madeirense, prego, bitoque, etc. O Antifalsidades, que tem sempre um pé nas tradições ancestrais e a cabeça num futuro longínquo, entende que temos que usar umas designações mais apelativas para internacionalizar os pitéus, sob pena de a “moda não pegar”. Eis algumas das sugestões:

Pans & Pee-pees
Tele tripes - Uefa cup 2011 winner style
Litlefeet of Ass-entry Gourmet
Brochette R7's island style & Company

Tele Nail

Bitouch King

QFC (Queijadas Fresquinhas de Cantanhede)

Ora então bon appetit a tutti quanti!  


12 janeiro 2012

Baco Bandeira

Para o Antifalsidades esta história do Paco Bandeira é uma boa oportunidade para falar de poesia. Sim, que este blogue não é de más-línguas e tenta sempre elevar o nível da conversa por mais baixa que pareça.

À luz da poesia épica camoniana (eu vou ser rápido com esta conversa intelectual, senão fazem zapping de blogues) o Paco tornou-se uma espécie de Baco moderno. É que transpira por aí que o Paco tem o infeliz hábito de se incompatibilizar rapidamente com as suas adoradas deusas. Diz-se até que fica contra elas e contra os portugueses, que já o julgaram publicamente e que vão outra vez numa nau desgovernada, não sabendo bem para onde e quais os perigos que o futuro apresenta. No concílio dos deuses aconteceu precisamente o mesmo com Baco (Vide canto I 20-41).
 
“Sim”, dirão os leitores, “mas isso é na poesia e o Paco nunca se incompatibilizou com as suas musas na poesia que canta, revelando que tem pouco respeito por elas e demonstrando que é um machista despudorado”. Olhem que já, returco eu, é que esta história do Paco Bandeira já vem de trás e não prometia nada de bom.

É só ler este profético poema de uma música de 1900 e 70 e tal  que o Antifalsidades descobriu, por acaso, e analisou brevemente. A pergunta que se impõe após essa análise é:
Ora então Sr. Baco Bandeira, “A mulher é como um livro (…) Mas depois de um livro lido o livro não presta mais (…) Li tantos livros em segunda mão (…) Mas esse livro que li não se esqueça jamais / fui o primeiro que o li…” e por isso é que não é mais meiguinho?
O resto analisem vocês mas daqui até se maltratar “um livro” vai só um passinho…

“Um Livro Chamado Inês
Paco Bandeira
A mulher é como um livro
Antes de se folhear
Tem beleza, tem doçura
Que mistério tem no olhar
Mas depois do livro lido
O livro não presta mais
A não ser que haja um motivo
Que faça voltar atrás
A não ser que haja um motivo
Que faça voltar atrás

Eu tive um livro tão lindo
Um livro que li tanta vez
Um livro que me roubaram
Um livro chamado Inês
E as páginas desse livro
Já não voltarei a ler
Porque esse livro que adoro
Tem por dono um outro ser
Porque esse livro que adoro
Tem por dono um outro ser

Li tantos livros na vida
Cada livro é uma lição
São livros que não importam
Livros em segunda mão
Mas esse livro que eu amo
E a outro ser faz feliz
Que não se esqueça jamais
Fui o primeiro que o li
Que não se esqueça jamais
Fui o primeiro que o li”

Bjs para todos, menos para o Baco que é muito macho e não é dessas coisas.


10 janeiro 2012

Adoro as notícias com refrão que se repetem até à exaustão. Adoro as notícias com refrão que se repetem até à exaustão.


O Antifalsidades, que não é exemplo para ninguém do ponto de vista gramatical, descobre mesmo assim que há jornalistas com grande potencial para serem letristas de música ligeira mas que estão ainda confusos com os correctores ortográficos. Para além das gralhas, (a do “aonde” é grave!) o texto repete-se como se de um refrão de tratasse, presumivelmente por falta de mais informação. De qualquer modo realça o bom trabalho das autoridades, valha-nos isso!


O Antifalsidades, que não é exemplo para ninguém do ponto de vista gramatical, descobre mesmo assim que há jornalistas com grande potencial para serem letristas de música ligeira mas que estão ainda confusos com os correctores ortográficos. Para além das gralhas, (a do “aonde” é grave!) o texto repete-se como se de um refrão de tratasse, presumivelmente por falta de mais informação.
De qualquer modo realça o bom trabalho das autoridades, valha-nos isso!

No DN online de 6/1/2012




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