10 setembro 2011

Só mesmo para dizer que voltei!

"Eu cheguei em frente ao portão
O meu cão sorriu ladrando
Minhas malas coloquei no chão
Eu voltei!...


Tudo estava igual
Como era antes
Quase nada se modificou
Acho que nem mesmo eu mudei
E cheguei!...
Eu voltei!
Penso que agora para ficar
Porque aqui!
Aqui é meu lugar
Eu voltei pr'as coisas
Que eu deixei
Eu voltei!(...)"


Adaptação de um poema de uma musica de Roberto Carlos.
Brevemente publicarei algo sobre o onde andei...


01 julho 2011

Economia para principiantes

O corte de metade do subsídio de Natal, obriga-nos a cortar em metade das despesas supérfluas. O Antifalsidades, após aturada reflexão com os seus assessores económicos, revela em primeira mão as suas sugestões estapafúrdias para a poupança:

Já pensou na quantidade de palitos que desperdiça? Duplique a quantidade de uma caixa, cortando-os cada um ao meio.

Depilação de meia perna- Passe a depilar apenas ¼ de perna e use saias mais compridas.

Guardanapos, tanto esbanjamento! Quatro folhas para quê? Corte-os ao meio.

Meias doses – Nos restaurantes sugerir a implementação do ¼ de dose.

Fósforos outro desaproveitamento. Acenda o fogão o dobro das vezes se cortar cada fósforo ao meio.

Não desperdice água. Não peça meio copo de água com o café, se só vai beber metade. Peça ¼ de copo de água e contribua para o restabelecimento económico dos cafés e restaurantes.

Não utilize os meios de comunicação utilize apenas ¼ de comunicação.

Duplique o tamanho do rolo papel higiénico. Separe as folhas duplas e limpe-se a uma folha simples como se fazia antigamente.

Meia de leite? Implemente-se já a ¼ de leite, pois o que se aprecia mesmo é o sabor do café.

Se a sua empresa está em dificuldades patrocine apenas ¼ da ½ maratona.

Não se desloque em meios de transporte desloque-se em ¼ de transporte.

Não compre algodão. Use apenas um lado dos cotonetes, retire o algodão da outra ponta, junte e utilize-o para outros efeitos.

Depois de usar um dos lados dos cotonetes aproveite o plástico para espetar nos acepipes, naquelas festas com muitos convidados. Sempre poupa nos palitos…

Não compre envelopes. Utilize os que recebe das contas, cole o seu endereço por cima do logótipo e aproveite que em alguns a taxa já está paga.

Não compre os “grandes dicionários da língua portuguesa”, para o novo ano lectivo, porque o seu filho(a) não precisa de saber metade daquelas palavras (a menos que queira ser um Jorge Sampaio). Compre antes “pequenos dicionários da língua portuguesa”. Exemplos de termos que não vai usar? Apalestético, aprágio, abuta, borzeguiada, calépia e fiquei só na letra C.

Economia para leigos

Pergunta do dia:
Não sei quanto tempo tem a dívida grega mas se prolongarem mais a sua" maturidade" ela vai não vai cair de podre?


30 junho 2011

Marketing para principiantes

Vamos lá ver se eu percebo: Verão, 34 graus, tempo seco nos próximos meses e Lisboa "inundada" de anúncios a pneus Michelin, especiais para piso molhado...Logo no Verão, que quanto menos "pneu" tivermos melhor! Se a moda pega receio que alguém ainda se lembre de vender castanhas assadas em Agosto, para acompanhar as imperiais!


24 junho 2011

A cor do horto gráfico

Este é provavelmente o melhor artigo que li sobre o acordo ortográfico.
Vou então partilhá-lo com a umanidade.


Pensamentos do dia

As receitas passadas por médicos que já pereceram a utentes falecidos aviam-se nas farmácias que já se extinguiram?

A medicina está muito desenvolvida. Alguns médicos já conseguem prolongar a vida para além da morte. A chatice do único efeito secundário é que gera muita despesa ao estado.

Dúvida fiscal: Se se juntar um recibo fantasma, a uma receita passada por médicos mortos a utentes já falecidos, está previsto algum benefício fiscal no agonizante orçamento de estado de 2011?

Li por aí que “Bruxelas nos deu o benefício da dúvida”. Não concordo! Emprestaram-nos foi o benefício para pagar a dívida.

15 maio 2011

Fenómenos estranhos em Portugal

A blogger genuína Catirolas, da qual sou fiel seguidor, inspirou-me para escrever sobre os fenómenos que Portugal tem assistido nestes últimos meses. Como diria o nosso amigo La Palisse, alguns fenómenos considero explicáveis e outros, infelizmente, inexplicáveis.

Por exemplo o fenómeno do FMI. Ele é o FMI, para aqui, ele é o FMI para ali. O fenómeno do FMI tem uma explicação científica muito concreta e todos acreditamos nele porque o contemplamos no nosso dia-a-dia (e cada vez se vai vendo melhor).
É um fenómeno análogo ao de Fátima, só que ao contrário. Em vez de Nossa Senhora, uma espécie de Ministra do Céu, ter aparecido aos meninos e pedido penitência para salvar Portugal, agora foram três meninos que apareceram ao nosso senhor Primeiro-Ministro e mandaram-no fazer umas penitências para salvar Portugal. Outra diferença é que nos obrigaram a acreditar neste fenómeno, mesmo parecendo inacreditável como se chegou a este ponto.

Estamos todos então imbuídos do espírito do FMI e isso tem afectado, mesmo que não queira, a minha vida pois o Fundo não me sai da cabeça e tudo o que escrevo tem que ter "FMI". 

Outros fenómenos são verdadeiramente incompreensíveis.

Como por exemplo, o de Jesus e a sua insistência no guarda-redes Roberto para além de pensar que ia conquistar a liga dos campeões.
É o fenómeno: Foi Muito Ingénuo ou “FMI”.

Outro tem a ver com o ser humano mais caricato que eu já vi em toda a minha vida e, mesmo assim, ainda não acredito que existe. Agora, ao que me contaram, levou roupas e adereços Versace, Gucci e Dolce&Gabbana para um reality show, com uma tribo africana, cujo chefe não sabe se ele é homem ou mulher.
É o fenómeno: Folião Marchand Insexuado ou “FMI”

Outro foi a auréola do Sol vista em Fátima. Apesar de ser um fenómeno natural, dá que pensar sobre a hora e o dia em que aconteceu.
Vou chamar-lhe: Fenómeno Mesmo Idolátrico ou “FMI”.


Foto do DN
Para finalizar vou partilhar com todos vocês sobre um fenómeno que aconteceu comigo. É que Fiquei Mesmo Irado ou “FMI”, quando não pude aceder ao blogger durante alguns dias por razões técnicas e desapareceram alguns dos meus posts.
Apeteceu-me mesmo mandar F***r a Mer*a dos Imbecis (ou FMI) dos técnicos responsáveis pela manutenção!
Era só beijinhos e abraços.

14 maio 2011

Polititwitadas na actualidade

Olá respeitáveis leitores e leitoras. Finalmente tenho um bocadinho de tempo para o estaminé.

É que estive a ver (os que não vi gravei e vi depois) todos os debates, todas as análises aos debates, todos os programas de todos os canais de notícias com comentadores políticos residentes e comentadores convidados e todos os programas que dão voz ao povo. Acompanhei o triunvirato, as conferências de imprensa, enfim, tudo para ver se entendia a situação do país e confesso que ia ficando doido, comecei a usar óculos, mas ainda não percebi como é que se vai sair disto!

Não sei se já alguma vez viram duas temporadas seguidas da série “24” sem parar. Foi mais ou menos assim. Fiquei com um stress desgraçado e, mesmo assim, vim a descobrir que ainda faltam quatro ou cinco temporadas para saber como é que aquilo tudo acaba.

De maneiras que, concluí que os políticos e os comentadores políticos, deveriam explanar as suas ideias apenas com 140 caracteres, como se faz no Twitter. Tornava tudo muito mais fácil, evitavam-se as gaffes, não se falava de demais mas também não se falava de menos.

Isso é que era. Por exemplo a resposta à pergunta “Então a TSU aumenta, baixa, ou fica na mesma?” não precisava de vinte minutos de explanação em que os últimos dez minutos foram gastos a contradizer os primeiros dez. Pegavam numa engenhoca qualquer e escreviam a resposta com tempo, podendo apagar logo partes da frase assim que notassem as contradições. Se esse assunto já tivesse sido abordado por alguém, evitavam-se as contradições pois colocava-se “#TSU” e apareciam todas as frases proferidas sobre este assunto.

Se não conseguissem responder em 140 caracteres lá aparecia aquela famosa frase; “O teu tweet tinha mais de 140 caracteres. Tens que ser mais esperto.”, ao que eu acrescentaria, para o povo te entender.

CLIQUE PARA AUMENTAR



27 abril 2011

Sexo no espaço?



O Antifalsidades também fez as suas pesquisas com a pouca verba que tem para estas pesquisas sexuais e, com uma boneca insuflável cheia de hélio (a única coisa que simula a ausência da gravidade na minha zona) acabadinha de comprar (sim, não pensem que eu tenho disto regularmente em casa), chegou à brilhante conclusão:

Não de facto não é possível! Com base nas seguintes provas:

- Quem é que se pode concentrar no acto se, com a ausência da gravidade, a(o) parceira (o) tem tendência frequente de levitar, rodar e afastar-se com cara de espanto?
 - Quem é que se pode concentrar no acto se o(a) parceira(o) está sempre com a cabeça na lua?
 - Quem é que se pode concentrar no acto se os fluidos insistem em boiar à nossa volta? (pronto eu sei que normalmente sou mais diplomático mas saiu-me assim e eu não pude controlar. Ui! Ainda ficou pior!)

Informação adicional: A pesquisa do Antifalsidades demorou cinco dias pois:

1º Foi difícil encontrar um vendedor de balões de rua;

2º Foi difícil encontrar um vendedor de balões que estivesse disposto a encher a boneca;

3º Foi difícil encontrar um vendedor de balões disposto a encher a boneca de dia;

4º Por três delas, depois de devidamente cheiinhas e rechonchudinhas, decidirem abandonar-me e ir à procura de um cosmonauta pelos seus próprios meios.

5º Levei dois dias para esquecer uma delas, pois era loura, e não me apetecia fazer nada.

25 abril 2011

A FHM da indústria gráfica.

Por razões profissionais e para estar atento às falsidades, já há muitos anos leio a revista Intergráficas que assinamos. Aquela que pretende ser uma revista de referência tem alterado, ao longo do tempo, a sua capa para se tornar numa espécie de FHM do mundo gráfico, com temas sugestivos como “Centre-se na trama”, Grande é melhor”, “Melhora e seduz”, ilustrados com belíssimas modelos em poses sugestivas.


Chegou a tal ponto, que alguns profissionais do ramo já nem se interessam pelo conteúdo, como certas perguntas que me fazem o testemunham: “Já viste a capa da Intergráficas deste mês?’”, “Quando é que vemos a Soraia Chaves na capa da Intergráficas?”, “E aquela das novelas, a Alexandra qualquer coisa que tem dois belíssimos reservatórios de tinta (sim, o piropo em linguagem “gráfica” tem estas variantes e pode chegar a este ponto!), que foi casada com o Heineken?”.

O facto de surgirem revistas largadas a um canto, sem capas, estando apenas conspurcadas de tinta a primeira página e a capa de trás, é também indiciador da manipulação com o fito de uma consulta rápida para remoção da página com a foto mais sugestiva.

Diminuição das vendas? Desinteresse pelo tema? Crise que se abateu de forma geral sobre a indústria portuguesa? Seja qual for o motivo para esta reviravolta editorial da capa, aviso já que no interior só surgem anúncios a tintas, máquinas de impressão, impressoras e, de vez em quando, uma entrevista a um senhor de bigode proprietário de uma tipografia qualquer. Ah! E não podia faltar um lindíssimo poster com o último grito da impressão offset a dez cores patrocinado pela empresa Heildelberg.

Só sei que com isto tive que alterar a minha rotina. Só leio nos transportes públicos as revistas que encontro sem capa pois há tanta gente respeitável que se senta à minha frente no metro! E já nem as levo para casa pois sempre se evita uma troca de argumentos com a companheira, pouco atenta às novidades da indústria gráfica.

As poucas que encontro com capa rasgo-as e colo a capa no meu armário pessoal no interior da porta, só para saber em que revista estão os assuntos que mais me interessam…


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