24 junho 2011

A cor do horto gráfico

Este é provavelmente o melhor artigo que li sobre o acordo ortográfico.
Vou então partilhá-lo com a umanidade.


Pensamentos do dia

As receitas passadas por médicos que já pereceram a utentes falecidos aviam-se nas farmácias que já se extinguiram?

A medicina está muito desenvolvida. Alguns médicos já conseguem prolongar a vida para além da morte. A chatice do único efeito secundário é que gera muita despesa ao estado.

Dúvida fiscal: Se se juntar um recibo fantasma, a uma receita passada por médicos mortos a utentes já falecidos, está previsto algum benefício fiscal no agonizante orçamento de estado de 2011?

Li por aí que “Bruxelas nos deu o benefício da dúvida”. Não concordo! Emprestaram-nos foi o benefício para pagar a dívida.

15 maio 2011

Fenómenos estranhos em Portugal

A blogger genuína Catirolas, da qual sou fiel seguidor, inspirou-me para escrever sobre os fenómenos que Portugal tem assistido nestes últimos meses. Como diria o nosso amigo La Palisse, alguns fenómenos considero explicáveis e outros, infelizmente, inexplicáveis.

Por exemplo o fenómeno do FMI. Ele é o FMI, para aqui, ele é o FMI para ali. O fenómeno do FMI tem uma explicação científica muito concreta e todos acreditamos nele porque o contemplamos no nosso dia-a-dia (e cada vez se vai vendo melhor).
É um fenómeno análogo ao de Fátima, só que ao contrário. Em vez de Nossa Senhora, uma espécie de Ministra do Céu, ter aparecido aos meninos e pedido penitência para salvar Portugal, agora foram três meninos que apareceram ao nosso senhor Primeiro-Ministro e mandaram-no fazer umas penitências para salvar Portugal. Outra diferença é que nos obrigaram a acreditar neste fenómeno, mesmo parecendo inacreditável como se chegou a este ponto.

Estamos todos então imbuídos do espírito do FMI e isso tem afectado, mesmo que não queira, a minha vida pois o Fundo não me sai da cabeça e tudo o que escrevo tem que ter "FMI". 

Outros fenómenos são verdadeiramente incompreensíveis.

Como por exemplo, o de Jesus e a sua insistência no guarda-redes Roberto para além de pensar que ia conquistar a liga dos campeões.
É o fenómeno: Foi Muito Ingénuo ou “FMI”.

Outro tem a ver com o ser humano mais caricato que eu já vi em toda a minha vida e, mesmo assim, ainda não acredito que existe. Agora, ao que me contaram, levou roupas e adereços Versace, Gucci e Dolce&Gabbana para um reality show, com uma tribo africana, cujo chefe não sabe se ele é homem ou mulher.
É o fenómeno: Folião Marchand Insexuado ou “FMI”

Outro foi a auréola do Sol vista em Fátima. Apesar de ser um fenómeno natural, dá que pensar sobre a hora e o dia em que aconteceu.
Vou chamar-lhe: Fenómeno Mesmo Idolátrico ou “FMI”.


Foto do DN
Para finalizar vou partilhar com todos vocês sobre um fenómeno que aconteceu comigo. É que Fiquei Mesmo Irado ou “FMI”, quando não pude aceder ao blogger durante alguns dias por razões técnicas e desapareceram alguns dos meus posts.
Apeteceu-me mesmo mandar F***r a Mer*a dos Imbecis (ou FMI) dos técnicos responsáveis pela manutenção!
Era só beijinhos e abraços.

14 maio 2011

Polititwitadas na actualidade

Olá respeitáveis leitores e leitoras. Finalmente tenho um bocadinho de tempo para o estaminé.

É que estive a ver (os que não vi gravei e vi depois) todos os debates, todas as análises aos debates, todos os programas de todos os canais de notícias com comentadores políticos residentes e comentadores convidados e todos os programas que dão voz ao povo. Acompanhei o triunvirato, as conferências de imprensa, enfim, tudo para ver se entendia a situação do país e confesso que ia ficando doido, comecei a usar óculos, mas ainda não percebi como é que se vai sair disto!

Não sei se já alguma vez viram duas temporadas seguidas da série “24” sem parar. Foi mais ou menos assim. Fiquei com um stress desgraçado e, mesmo assim, vim a descobrir que ainda faltam quatro ou cinco temporadas para saber como é que aquilo tudo acaba.

De maneiras que, concluí que os políticos e os comentadores políticos, deveriam explanar as suas ideias apenas com 140 caracteres, como se faz no Twitter. Tornava tudo muito mais fácil, evitavam-se as gaffes, não se falava de demais mas também não se falava de menos.

Isso é que era. Por exemplo a resposta à pergunta “Então a TSU aumenta, baixa, ou fica na mesma?” não precisava de vinte minutos de explanação em que os últimos dez minutos foram gastos a contradizer os primeiros dez. Pegavam numa engenhoca qualquer e escreviam a resposta com tempo, podendo apagar logo partes da frase assim que notassem as contradições. Se esse assunto já tivesse sido abordado por alguém, evitavam-se as contradições pois colocava-se “#TSU” e apareciam todas as frases proferidas sobre este assunto.

Se não conseguissem responder em 140 caracteres lá aparecia aquela famosa frase; “O teu tweet tinha mais de 140 caracteres. Tens que ser mais esperto.”, ao que eu acrescentaria, para o povo te entender.

CLIQUE PARA AUMENTAR



27 abril 2011

Sexo no espaço?



O Antifalsidades também fez as suas pesquisas com a pouca verba que tem para estas pesquisas sexuais e, com uma boneca insuflável cheia de hélio (a única coisa que simula a ausência da gravidade na minha zona) acabadinha de comprar (sim, não pensem que eu tenho disto regularmente em casa), chegou à brilhante conclusão:

Não de facto não é possível! Com base nas seguintes provas:

- Quem é que se pode concentrar no acto se, com a ausência da gravidade, a(o) parceira (o) tem tendência frequente de levitar, rodar e afastar-se com cara de espanto?
 - Quem é que se pode concentrar no acto se o(a) parceira(o) está sempre com a cabeça na lua?
 - Quem é que se pode concentrar no acto se os fluidos insistem em boiar à nossa volta? (pronto eu sei que normalmente sou mais diplomático mas saiu-me assim e eu não pude controlar. Ui! Ainda ficou pior!)

Informação adicional: A pesquisa do Antifalsidades demorou cinco dias pois:

1º Foi difícil encontrar um vendedor de balões de rua;

2º Foi difícil encontrar um vendedor de balões que estivesse disposto a encher a boneca;

3º Foi difícil encontrar um vendedor de balões disposto a encher a boneca de dia;

4º Por três delas, depois de devidamente cheiinhas e rechonchudinhas, decidirem abandonar-me e ir à procura de um cosmonauta pelos seus próprios meios.

5º Levei dois dias para esquecer uma delas, pois era loura, e não me apetecia fazer nada.

25 abril 2011

A FHM da indústria gráfica.

Por razões profissionais e para estar atento às falsidades, já há muitos anos leio a revista Intergráficas que assinamos. Aquela que pretende ser uma revista de referência tem alterado, ao longo do tempo, a sua capa para se tornar numa espécie de FHM do mundo gráfico, com temas sugestivos como “Centre-se na trama”, Grande é melhor”, “Melhora e seduz”, ilustrados com belíssimas modelos em poses sugestivas.


Chegou a tal ponto, que alguns profissionais do ramo já nem se interessam pelo conteúdo, como certas perguntas que me fazem o testemunham: “Já viste a capa da Intergráficas deste mês?’”, “Quando é que vemos a Soraia Chaves na capa da Intergráficas?”, “E aquela das novelas, a Alexandra qualquer coisa que tem dois belíssimos reservatórios de tinta (sim, o piropo em linguagem “gráfica” tem estas variantes e pode chegar a este ponto!), que foi casada com o Heineken?”.

O facto de surgirem revistas largadas a um canto, sem capas, estando apenas conspurcadas de tinta a primeira página e a capa de trás, é também indiciador da manipulação com o fito de uma consulta rápida para remoção da página com a foto mais sugestiva.

Diminuição das vendas? Desinteresse pelo tema? Crise que se abateu de forma geral sobre a indústria portuguesa? Seja qual for o motivo para esta reviravolta editorial da capa, aviso já que no interior só surgem anúncios a tintas, máquinas de impressão, impressoras e, de vez em quando, uma entrevista a um senhor de bigode proprietário de uma tipografia qualquer. Ah! E não podia faltar um lindíssimo poster com o último grito da impressão offset a dez cores patrocinado pela empresa Heildelberg.

Só sei que com isto tive que alterar a minha rotina. Só leio nos transportes públicos as revistas que encontro sem capa pois há tanta gente respeitável que se senta à minha frente no metro! E já nem as levo para casa pois sempre se evita uma troca de argumentos com a companheira, pouco atenta às novidades da indústria gráfica.

As poucas que encontro com capa rasgo-as e colo a capa no meu armário pessoal no interior da porta, só para saber em que revista estão os assuntos que mais me interessam…


14 abril 2011

Novas sobre a pa (ma)ternidade…

Adoro estas novas correntes de pensamento sobre a paternidade, da educação pelo não, do incutir responsabilidades, do aprender com os erros, enfim… tudo aquilo que os meus pais, e muitos outros, faziam mas que agora é que é razoável porque “sai” nas revistas e “dá” nos programas de TV nas manhãs.

Nestas novas tendências uma frase, quiçá polémica, sobressai por ser, finalmente, inovadora:

O autor é o psicólogo Eduardo Sá, aquele da voz calma e que fala sempre em tom muito baixinho mas assertivamente.

Muitos pais não devem ser a favor nem contra esta afirmação, antes pelo contrário, porque ainda não perceberam o alcance da expressão. Eu vou tentar seguir esta nova tendência e praticar o saber ser mãe, ouvir com o coração e traduzir com gestos aquilo que sinto, para me sentir mais homem.

Digo até mais: a partir de agora, homem que é homem tem que ser uma boa mãe para não ser considerado um medricas.

E era só. Vou ali a Bologna, Verona, Veneza e Milão e já volto. Fiquem bem!

13 abril 2011

Dos Prazeres às Necessidades

No post anterior afirmei que um dia fui dos Prazeres às Necessidades e estive no interior do Palácio das Necessidades, onde hoje está sediado o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Amavelmente levaram-nos depois numa curta visita guiada.
Lembrei-me que, com a devida autorização, captei uma fotografia a algo que testemunha ainda hoje o ataque dos navios republicanos ao dito palácio, aquando da revolução que instaurou a República.

Ao que consta este espelho quebrado resulta desse ataque e nunca mais foi substituído ou reparado. Partilho então aqui com vocês essa preciosidade da nossa história.

Só por curiosidade, para além da beleza do palácio, o que mais me impressionou nessa visita foi a sala (sala da Coroação?) onde estiveram os corpos do Rei D. Carlos e do Príncipe D. Luís depois do regicídio.

Depois lá fui outra vez das Necessidades aos Prazeres…

12 abril 2011

A união da Pontinha com a Buraca

Tenho seguido esta polémica da abertura do último troço a CRIL, só porque gosto da designação. Vai unir, finalmente, a Pontinha com a Buraca consumando assim um desejo de muitos que não conseguiam entrar naquela zona sem perder tempos intermináveis.

(Esta história faz-me lembrar uma vez que foi ao Ministério dos Negócios Estrangeiros e deixei o carro entre os Prazeres e as Necessidades! Sempre me pareceu que a distância entre a zona dos prazeres e a zona das necessidades não era assim tão grande e, vai-se a ver, ainda me fartei de andar…)

Por outro lado a discussão tem sido acesa pois parece que a questão ambiental não foi tida em conta, ao ponto de Fernando Nunes da Silva, Prof. Catedrático do I.S. Técnico ter afirmado ao Público: “…é evidente que o projecto do último troço da CRIL viola a Declaração de Impacte Ambiental. Se isto fosse um estado de direito já tinham rolado cabeças."

Enfim "é só rir"… Eu também preferiria que isto fosse um estado de direito pois se a união da Pontinha com a Buraca, resultar numa clara violação é evidente que, depois, tem de rolar a cabeça de quem consumou o acto…

07 abril 2011

Pensamentos do dia

Isto anda um bocado parado pois não há tempo… mesmo assim aqui ficam os pensamentos do dia:


Se não conseguimos vender a dívida soberana porque não a damos?

Porque é que insistem em designar a “ajuda do FMI” como “ajuda” se toda a gente sabe que isto vai piorar. Chamem-lhe outra coisa qualquer…

Acho que a Ford está com a síndrome “Frepor”. Se o homem se chamava Henry Ford, porque é que os anúncios me estão a convidar para ir este fim-de-semana a um concessionário “For” para experimentar o novo “For” Focus?
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