25 abril 2011

A FHM da indústria gráfica.

Por razões profissionais e para estar atento às falsidades, já há muitos anos leio a revista Intergráficas que assinamos. Aquela que pretende ser uma revista de referência tem alterado, ao longo do tempo, a sua capa para se tornar numa espécie de FHM do mundo gráfico, com temas sugestivos como “Centre-se na trama”, Grande é melhor”, “Melhora e seduz”, ilustrados com belíssimas modelos em poses sugestivas.


Chegou a tal ponto, que alguns profissionais do ramo já nem se interessam pelo conteúdo, como certas perguntas que me fazem o testemunham: “Já viste a capa da Intergráficas deste mês?’”, “Quando é que vemos a Soraia Chaves na capa da Intergráficas?”, “E aquela das novelas, a Alexandra qualquer coisa que tem dois belíssimos reservatórios de tinta (sim, o piropo em linguagem “gráfica” tem estas variantes e pode chegar a este ponto!), que foi casada com o Heineken?”.

O facto de surgirem revistas largadas a um canto, sem capas, estando apenas conspurcadas de tinta a primeira página e a capa de trás, é também indiciador da manipulação com o fito de uma consulta rápida para remoção da página com a foto mais sugestiva.

Diminuição das vendas? Desinteresse pelo tema? Crise que se abateu de forma geral sobre a indústria portuguesa? Seja qual for o motivo para esta reviravolta editorial da capa, aviso já que no interior só surgem anúncios a tintas, máquinas de impressão, impressoras e, de vez em quando, uma entrevista a um senhor de bigode proprietário de uma tipografia qualquer. Ah! E não podia faltar um lindíssimo poster com o último grito da impressão offset a dez cores patrocinado pela empresa Heildelberg.

Só sei que com isto tive que alterar a minha rotina. Só leio nos transportes públicos as revistas que encontro sem capa pois há tanta gente respeitável que se senta à minha frente no metro! E já nem as levo para casa pois sempre se evita uma troca de argumentos com a companheira, pouco atenta às novidades da indústria gráfica.

As poucas que encontro com capa rasgo-as e colo a capa no meu armário pessoal no interior da porta, só para saber em que revista estão os assuntos que mais me interessam…


14 abril 2011

Novas sobre a pa (ma)ternidade…

Adoro estas novas correntes de pensamento sobre a paternidade, da educação pelo não, do incutir responsabilidades, do aprender com os erros, enfim… tudo aquilo que os meus pais, e muitos outros, faziam mas que agora é que é razoável porque “sai” nas revistas e “dá” nos programas de TV nas manhãs.

Nestas novas tendências uma frase, quiçá polémica, sobressai por ser, finalmente, inovadora:

O autor é o psicólogo Eduardo Sá, aquele da voz calma e que fala sempre em tom muito baixinho mas assertivamente.

Muitos pais não devem ser a favor nem contra esta afirmação, antes pelo contrário, porque ainda não perceberam o alcance da expressão. Eu vou tentar seguir esta nova tendência e praticar o saber ser mãe, ouvir com o coração e traduzir com gestos aquilo que sinto, para me sentir mais homem.

Digo até mais: a partir de agora, homem que é homem tem que ser uma boa mãe para não ser considerado um medricas.

E era só. Vou ali a Bologna, Verona, Veneza e Milão e já volto. Fiquem bem!

13 abril 2011

Dos Prazeres às Necessidades

No post anterior afirmei que um dia fui dos Prazeres às Necessidades e estive no interior do Palácio das Necessidades, onde hoje está sediado o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Amavelmente levaram-nos depois numa curta visita guiada.
Lembrei-me que, com a devida autorização, captei uma fotografia a algo que testemunha ainda hoje o ataque dos navios republicanos ao dito palácio, aquando da revolução que instaurou a República.

Ao que consta este espelho quebrado resulta desse ataque e nunca mais foi substituído ou reparado. Partilho então aqui com vocês essa preciosidade da nossa história.

Só por curiosidade, para além da beleza do palácio, o que mais me impressionou nessa visita foi a sala (sala da Coroação?) onde estiveram os corpos do Rei D. Carlos e do Príncipe D. Luís depois do regicídio.

Depois lá fui outra vez das Necessidades aos Prazeres…

12 abril 2011

A união da Pontinha com a Buraca

Tenho seguido esta polémica da abertura do último troço a CRIL, só porque gosto da designação. Vai unir, finalmente, a Pontinha com a Buraca consumando assim um desejo de muitos que não conseguiam entrar naquela zona sem perder tempos intermináveis.

(Esta história faz-me lembrar uma vez que foi ao Ministério dos Negócios Estrangeiros e deixei o carro entre os Prazeres e as Necessidades! Sempre me pareceu que a distância entre a zona dos prazeres e a zona das necessidades não era assim tão grande e, vai-se a ver, ainda me fartei de andar…)

Por outro lado a discussão tem sido acesa pois parece que a questão ambiental não foi tida em conta, ao ponto de Fernando Nunes da Silva, Prof. Catedrático do I.S. Técnico ter afirmado ao Público: “…é evidente que o projecto do último troço da CRIL viola a Declaração de Impacte Ambiental. Se isto fosse um estado de direito já tinham rolado cabeças."

Enfim "é só rir"… Eu também preferiria que isto fosse um estado de direito pois se a união da Pontinha com a Buraca, resultar numa clara violação é evidente que, depois, tem de rolar a cabeça de quem consumou o acto…

07 abril 2011

Pensamentos do dia

Isto anda um bocado parado pois não há tempo… mesmo assim aqui ficam os pensamentos do dia:


Se não conseguimos vender a dívida soberana porque não a damos?

Porque é que insistem em designar a “ajuda do FMI” como “ajuda” se toda a gente sabe que isto vai piorar. Chamem-lhe outra coisa qualquer…

Acho que a Ford está com a síndrome “Frepor”. Se o homem se chamava Henry Ford, porque é que os anúncios me estão a convidar para ir este fim-de-semana a um concessionário “For” para experimentar o novo “For” Focus?

29 março 2011

Ainda sobre o caso Futre

A cão azul já tem umas T-shirts supimpas relacionadas com o post anterior...
http://www.caoazul.com/

Aqui deixo a sugestão, garantindo que não recebo qualquer comissão:


25 março 2011

Esta é grave e não tem piada!

Ora então para este senhor não importa se o dinheiro que virá para o ZZZborting seja sujo ou não….

“Eduardo Barroso candidato a presidente da Mesa Assembleia Geral do Sporting foi cáustico quando, aos microfones da Antena 1, se pronunciou sobre o tão questionado fundo apresentado na Rússia pelo seu cabeça de lista. “Se há para aí uns gajos russos (…) eu não percebo nada de fundos nem quero saber se este envolve chineses, russos, angolanos ou se é lavagem de dinheiro. Quero é que o dinheiro entre no Sporting", disparou."

Um dos mais renomados cirurgiões do país… (Shame on you Dr. Barroso!) está tudo com os nervos à flor da pele e a ficar doido neste país. 

A seguir virá o quê? O Futre com todas as qualidades oratórias, que não se lhe reconhecem, a dizer que o ZZborting jogará com 19 jogadors e mais um e que todas as semanas "vai vir" charters com chineses para assistir aos jogos do ZZBorting? Quê? Já disse?

                       
Então, para o país entrar em histeria completa, basta o Benfica não ser campeão este ano. O quê?  Já não vai ser? AHHHHHHHHHHHH!

24 março 2011

Reformulando o post anterior...

·     Ainda bem que a chuva voltou!!! É que sempre foram dois ou três dias de seca e já estávamos a precisar...

21 março 2011

Pergunta de Primavera

Será que agora que o Sol voltou, a escuridão desapareceu, a luz irradia e, finalmente, os agricultores podem sair para plantar muitos alhos, as séries e filmes de vampiros vão desaparecer de vez? Em caso afirmativo, agradeço desde já ao astro Rei...


19 março 2011

Se todos comentam eu também posso…

Comentando a actualidade:

É impressão minha ou o Sporting, no último mês, teve mais candidatos a presidente do que pontos no campeonato…E, como está na moda, cada um deles apresentou também medidas PEC (Para Enganar a Concorrência) e confundir os pobres sócios.

Agora que já temos músicas de intervenção dos Deolinda, do Homens da Luta e do Paco Bandeira, quando é que se coloca aquela melodia do Paulo de Carvalho e se inicia a revolução?


O país parece o jogo do Cluedo: O objectivo é encontrar a todo o custo um culpado, que nunca é o próprio jogador:
Ou foi o Sr. A que apunhalou pelas costas o Sr. S no estúdio da TV;
Ou o Sr. G que usou de mais a matraca na sala do hemiciclo, não se calava, e isso e enervou os mercados;
Ou o Sr. S que andou a jogar à roleta russa nos jardins de inverno de Bruxelas, com vista à execução a nossa economia;
Ou o Sr. D que fugiu e levou com ele as pratas e o candelabro matando com isso as nossas esperanças.
O que parece é que aqui, no jardim à beira mar plantado, todos nos colocaram uma corda ao pescoço e, quem vier a seguir, não sei se vem a tempo para desatar o nó…

Se fizer uma análise retrospectiva ao longo dos últimos cem anos concluo que na origem da crise tuga estiveram sempre homens. Para quando as senhoras no poder para ver se isto melhora?

De acordo com todos os analistas “os mercados controlam tudo”, “os mercados estão atentos a tudo” ou “os mercados vêm tudo o que se passa”. Eu como não percebo nada disto nos próximos dias não vou escrever nada sobre assuntos económicos, é que eles podem ler este blogue e eu torno-me assim em mais um culpado pela situação do país!

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