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10 setembro 2011
30 junho 2011
Marketing para principiantes
Vamos lá ver se eu percebo: Verão, 34 graus, tempo seco nos próximos meses e Lisboa "inundada" de anúncios a pneus Michelin, especiais para piso molhado...Logo no Verão, que quanto menos "pneu" tivermos melhor! Se a moda pega receio que alguém ainda se lembre de vender castanhas assadas em Agosto, para acompanhar as imperiais!
13 janeiro 2011
Ai destino, ai destino
Já realcei aqui, aqui e aqui o meu fascínio pelo mundo da publicidade e a minha particular sensibilidade para o palavreado utilizado. E o anúncio que anexo, da Galp, é um desses exemplos que estimulou a sensibilidade lexical que há em mim.
Sim! Apesar de ser latino e homem, tenho a hombridade de confessar que possuo essa susceptibilidade sem me caírem os parentes na lama. Eu reajo de forma intelectualmente descontrolada quando a minha sensibilidade lexical é estimulada. Apesar de nunca ter frequentado qualquer consultório de psicologia devo sofrer de uma espécie de lexicalização precoce, tal a rapidez com que consigo percepcionar num pequeno texto a parvoíce. Agora que já falei de sexo e captei a vossa atenção, posso então continuar com os considerandos lexicais…
Num país em que se abusa de expressões como “Uma desgraça nunca vem só” ou “Como é que vai? Vai-se andando”, “Vou mais ou menos”, “Quando mal nunca pior” ou “Podia estar pior”. Ou seja, um pais que vive à beirinha da fatalidade e que quando ela acontece se usam expressões como, “foi o destino”, “tinha o destino marcado”, “assim quis o destino” ou ainda, “tinha o destino mal traçado”, e que tem grandes êxitos musicais como, “O destino marca a hora” ou “Ai destino, ai destino”, em suma, numa nação em que o povo lava no rio mas, ao mesmo tempo, talha com o seu machado as tábuas do caixão de alguém, já a pensar no seu inevitável fado, é preciso, digo eu, ter muito cuidado quando se pretende usar o nome masculino “destino” o verbo “ir” e o termo “juntos”.
Se conseguirem seguir o meu ridículo raciocínio, facilmente se depreenderá que o anúncio da gasolineira, não bastando o preço dos combustíveis que estão pela hora da morte, propõe aos tugas que podemos ir todos juntos para uma espécie de genocídio. E onde estão as pessoas que deveriam estar nos bancos? Qual foi o seu destino? Com a sinistralidade nas nossas estradas, deve ter sido uma grande fatalidade pois nem chapa sobrou…
Enfim, para terminar e acalmar a minha excitação lexical, que já vai longa (isto só para captar outra vez a vossa atenção):
Eu por mim sigo a máxima, temos todos o mesmo destino “mas cada um vai quando tiver que ir”, na sua vez ou quando o destino marcar. Se formos todos juntos para o nosso inevitável destino quem é que fica cá para contar a história?
Deixo apenas um recado para a Galp: pensem um bocadinho nisto e mudem lá o anúncio para, “Se vamos para o mesmo local porque não irmos juntos” ou “, Se vamos para a mesma rua…”ou “ Se trabalhamos no mesmo local…” ou ainda, “Se vamos para a mesma cidade…” retirando a palavra “destino” pois bem basta a crise, o governo, os candidatos a presidente e todas essas desgraças, que contribuem todos dias para o nosso triste fado…
Pronto era tudo! Vou marcar ali uma consulta de psicoterapia para ver melhoro porque isto já não vai lá só com comprimidos…Bjs e abraços e não se preocupem que eu fico bem!
11 janeiro 2011
Ora ent.% muit. b. @no c/ tud. de bom...
Antes de mais peço desculpa aos leitores, por estar tanto tempo sem publicar. Estou fora de Portugal e vou ficar cerca de um mês mais. O tempo é escasso para “inspirações” e a ligação à Internet muito lenta.
No entanto desejo a todos um excelente ano de 2011.
E eis o primeiro post do ano:
Rcebi est. mensag. da R Popular + ou - ant. do Natal. Cump. com tods os requi. legais mas nec. de ajuda p/ a descodificar 1 pouc +.
S/ juros e c/ uma TAEG de 4,5%? E MTI 499,98€ e em 1+23:21,33mes?
Queria informar a R.Popular, mas não tive tempo, que podem escrever um pouco mais nos SMS que enviam pois o preço das mensagens escritas não depende do nº de palavras, como nos classificados dos jornais…
14 novembro 2010
Regressei e logo com um post de caca…
Como já tinha referido aqui, sempre apreciei o universo da publicidade. O processo criativo da concepção, a imaginação necessária, as mensagens subliminares mas, sobretudo, os devaneios e as lorpices…que me divertem.
Numa revista que li numa clínica e que tinha como tema a saúde, encontrei este anúncio que pode passar despercebido a muita gente mas que vou analisar a fundo. Quer dizer, não tão a fundo como isso porque o assunto é, como dizer...uma porcaria.
Assim de forma rápida as perguntas que se impõem são:
Quem é que realmente acha que após beber o chá enterodesbloqueador (penso ter inventado mais um termo para a língua portuguesa!), o senhor está naturalmente a livrar-se da prisão de ventre? Num escritório? E de calças vestidas? E com toda a gente olhar para ele? E isto é considerado natural?
Para mim o mais natural era, em plena reunião, ele estar a livrar-se dessa prisão com as calças em baixo! Isso sim era normal e não me chocava, se bem que não estou a ver por ali papel higiénico à mão nem local para lavar as mãos.
Mas se julgarmos que realmente a infusão funciona tão bem e que o senhor se livra dos excedentes do processo digestivo, como exemplificado, de que forma é que ele sai reunião e enfrenta o resto do dia no escritório, com uma mancha no traseiro?
E porque é que associam este fenómeno às leis penais chamando-lhe prisão de ventre. Para a prisão vai quem já tem o trânsito em julgado e aqui, julga-se, que não há mesmo trânsito nenhum. Está tudo parado certo? Então se querem continuar a associar às leis penais porque não chamar apenas detenção no ventre. Ficava mais de a acordo com as leis processuais penais actuais. Detém-se, mas é só por um bocadinho porque, a seguir, liberta-se logo tudo e vai todo um trabalho meticuloso de alguém por água à baixo.
Eu até iria mais além, propondo que a designação para esta problemática intestinal se adapte aos novos tempos e que se faça uma analogia com as leis fiscais. Assim eu passaria a chamar a isto retenção no ventre, mas só até 2013 ou 2014 porque, segundo o governo, é quando acaba a crise e as retenções na fonte serão mínimas.
E por aqui me fico. Não quero aprofundar mais este interrogatório mas deixo aqui a última questão:
Mas quem é que inventou esta bodeguice de anúncio?
17 julho 2010
ESTAMOS ORGULHOS DE, PELA TERCEIRA VEZ, SERVIRMOS O CIDADÃO COM INFORMAÇÃO CONSIDERADA MAIS OU MENOS ÚTIL…
Apesar de não conseguir que a consulta grátis fosse paga, o Antifalsidades garantiu mais uma vez o aviso que faltava e que complementa o seguinte anúncio:
Folgamos em dias de eclipses totais, céu encoberto (por razões óbvias), às Sextas, Sábados, Domingos e vésperas de feriado, porque a clientela vai toda para as Docas ou Bairro Alto durante a noite toda e o negócio fica às moscas.
Para estes clientes recomendamos mesmo assim que, em caso de urgência contactem com os nossos colegas videntes pelo Sol, logo na manhã a seguir à noitada, se o tempo o permitir.
Estimados clientes:
A gerência informa desde já que esta modalidade de vidência tem fases. Há fases em que fazemos previsões completamente novas, outras em que só vaticinamos um quarto do que vai acontecer e outras ainda em que só descortinamos metade do que aí vem.Folgamos em dias de eclipses totais, céu encoberto (por razões óbvias), às Sextas, Sábados, Domingos e vésperas de feriado, porque a clientela vai toda para as Docas ou Bairro Alto durante a noite toda e o negócio fica às moscas.
Para estes clientes recomendamos mesmo assim que, em caso de urgência contactem com os nossos colegas videntes pelo Sol, logo na manhã a seguir à noitada, se o tempo o permitir.
16 julho 2010
O ANTIFALSIDADES ESTÁ, PELA SEGUNDA VEZ ORGULHOSO DE SERVIR OS DIREITOS DOS CIDADÃOS…MAIS OU MENOS SEM INTERVENÇÃO DA DECO!
Pela evidente omissão de informação deste anúncio:
e após duras negociações, ao telefone acho eu, o Antifalsidades conseguiu a garantia que o/a visionário/a, nos subsequentes classificados, inclua em letrinhas pequeninas o seguinte aviso, que completa quase toda a informação que faltava. Isto porque ainda não consegui que a consulta grátis fosse paga…
Estimados clientes;
A gerência comunica que este estabelecimento encerra no Inverno, a partir das 17:00 e nos dias mais encobertos pois já não se consegue ver nada e a presciência sai fraquita. Os clientes que ainda estão em lista de espera por causa do maldito Inverno que tivemos e têm esperança de ser atendidos antes do próximo, queiram por favor verificar a previsão meteorológica para os próximos dias, antes de saírem de casa e se darem ao trabalho porque este Verão também não está nada famoso…ou dirijam-se à nossa filial do Algarve.
O horário de Verão, em dias de céu limpo, é um pouco mais alargado, até às 20:30, pelo que, depois dessas horas, rogo a fineza de contactarem os meus colegas especializados em vidências pela Lua…
Nota: quem não sabe o que é “presciência” e “rogo a fineza”, faça como nós e verifique os sinónimos no Word pois quem escreveu isto foi um tipo qualquer que ligou para aqui a dizer que era da DECO…
14 julho 2010
E O PRÉMIO “RECLAMO DO ANO” VAI PARA…TCHARAN: AS VIAGENS MARSANS
Pede-se a todos os lesados que reclamem contra este reclame porque, a partir da semana passada, passou a ser publicidade enganosa e afirmo isto, “com toda a confiança”…
A fotografia foi captada em andamento algures em Lisboa, por isso está cortada, mas o resto do anúncio dizia “Estou aqui, estou lá”.
È irónico não é? Pois! Eu que sempre prezei o universo da publicidade e a forma como alguém arrisca em convencer-nos a comprar um produto, que raramente usa, socorrendo-se de locuções que melhor o identifiquem e que cativem a nossa atenção. No nosso país existem verdadeiros mestres da publicidade, comparados até a visionários que conseguem vender tudo e mais um telemóvel de “ecrã super amoled” por 400€, só porque “na praia vai ver as aplicações melhor ao Sol”. Eu, que este ano já nem vou mais à praia…
Pelo reclame da Marsans que vi, e apesar de não dominar este assunto (aliás, há pouca coisa que domino) a partir de agora, considero que publicitários e espiritualistas/médiuns/videntes deveriam ser englobados na mesma categoria profissional, pelo seguinte e estapafúrdio raciocínio:
- Os publicitários têm um dom que nasce com eles, que os tornam únicos e muito solicitados. Os espiritualistas também;
- Tentam convencer-nos que o seu produto é melhor do que o da concorrência. Os mestres videntes também, basta ver os curricula que surgem nas páginas dos jornais...
- São considerados verdadeiros mestres no que fazem, os médiuns também;
- Os publicitários quando lançam um produto novo tentam persuadir-nos que algo que ainda não existe é bom e resulta. Os videntes também tentam convencer que algo que não existe resulta;
- Os publicitários conseguem enviar mensagens subliminares aos nossos cérebros, hoje, que nos impelem a gastar dinheiro em produtos que se calhar nem precisávamos, na próxima vez que formos às compras (confesso que tenho muito medo disto e já me aconteceu quando comprei um “wonderbra” que não era para o meu tamanho!). Os mestres do oculto, dotados também de poderes, obrigam as pessoas a gastar dinheiro em assuntos desnecessários e sem se saber bem porquê;
- Os publicitários conseguem fazer transparecer a ideia que determinado produto “é a solução para o meu problema”, já os magos curandeiros deixam transparecer de que ” não há problema sem solução”;
- Os publicitários conseguem convencer-nos a pagar tudo em suaves prestações, só depois de já termos o produto em casa. De igual forma, os videntes convencem-nos que só se paga depois de obter o resultado, em suaves prestações até perdermos a casa…
Esta lengalenga toda para dizer o quê? Pois já não me lembro e perdi-me no raciocínio… Ah! Sim! Só para dizer que o vidente publicitário que inventou a máxima das Viagens Marsans, deve ser um autêntico mestre Karamba pois não previu que essa empresa em 2010 já não estaria aqui em Portugal, nem está lá (em Espanha) e que, quem com “toda a confiança” está a pagar em suaves prestações as suas férias, não vai obter “resultado” nenhum e corre o risco de não poder pagar a casa…
Agora só lhes resta o “Olhe! Reclame para a Deco!” e este reclamo algures em Lisboa…
Kum Karamba!!
09 julho 2010
21 abril 2010
KARAMBA!!!! QUE FALSIDADE!
Kum katano...
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